04/12/2013

O circo: A máscara que esconde o rosto da agonia

A chegada do frio abre as portas à época circense, convidando várias famílias para passarem um dia diferente, proporcionando bons momentos aos mais pequenos. O riso inocente das crianças e o calor dos aplausos escondem, aos olhos de quem assiste, a realidade que é constantemente camuflada nos bastidores. Apesar de imensas investigações revelarem o cair do pano, a desinformação ainda predomina numa fatia da população que acredita estar a pagar por um espectáculo onde os animais são tratados com carinho e respeito.

Imagem | Fonte

O erro predominante começa quando esquecemos que estes animais têm uma natureza própria, que é genuinamente exibida no seu habitat natural. Ao colocarmos de lado esse pormenor, deixamos de discernir o que realmente acontece nos números circenses: uma condição imposta aos animais através da submissão. O ambiente aparentemente surreal de um leão obedecer a um homem deve-se simplesmente pelo medo, agressões físicas violentas e constantes punições administrados ao animal. E assim se sucede com os restantes.

« Era uma pequena, doce e inocente ursa marrom, que nunca machucou ninguém, mas de vez em quando dava problemas para se equilibrar na corda bamba. Então, foi espancada com um longo bastão de metal até ficar gritando alto. Ela tornou-se tão neurótica que passou a bater com a cabeça na sua pequena jaula, até que morreu. »
(um ex-empregado do circo Ringling Bros.)

Bater é um acto bastante comum nos circos; os maltratos são dados com frequência durante os treinos através de bastões, chicotes e choques eléctricos, sempre que os animais cometem o mais pequeno erro. Complementando as agressões físicas ao confinamento insuportável pelo qual estes animais passam, o circo é a masmorra infernal que impede-os de ser eles próprios.

Os animais selvagens são naturalmente activos, o que torna o encarceramento numa pequena sala de tortura. É habitual vermos os leões e os tigres a andarem de um lado para o outro nas suas jaulas: este comportamento aparentemente sem sentido é um sinal que estão sob um elevadíssimo stress. Os ursos chegam a mutilar-se, mordendo-se, por não suportarem mais a reclusão involuntária à qual foram condenados. Os chimpanzés e até mesmo outros macacos são bastante extrovertidos por natureza: no entanto, enjaulados, transformam-se numa sombra melancólica e imóvel. Os elefantes são acorrentados com grilhões que impedem a maior parte dos seus movimentos, originando atrofia muscular que resulta gradualmente em lesões.

Os circos ocultam o sofrimento destes animais. Pagar para assistir é ser cúmplice deste sofrimento. Considere ir a circos sem animais ou a outros espectáculos livres de crueldade. Divirta-se sem alimentar a dor nos outros.

Não vá a circos com animais.

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