30/12/2013

Por detrás do riso: Os leões

 
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Sofrimento, tortura e crueldade são disfarçadas com as gargalhadas que ecoam no circo. Arrancados muitas vezes do seu habitat natural, os leões são encarcerados em jaulas mínimas: o stress vivido nesse ambiente que confronta o seu instinto dá resultado a comportamentos neuróticos como andarem de um lado para o outro e auto-mutilação. Ocasionalmente, têm as suas testas queimadas com um ferro em brasa para nunca mais se esquecerem da dor. Forçados a realizarem números para o qual não nasceram, os treinos são realizados com base na violência, variando entre choques eléctricos a chicotadas, para que assim se submetam devido ao sofrimento e ao medo causados. As suas presas são arrancadas, para que as pessoas possam tirar fotografias com eles. Mal alimentados, estes felinos apresentam sinais visíveis de fraqueza e de doença, quase nunca sendo assistidos por um veterinário. Passam quase toda a vida fechados, sendo somente libertados para os treinos e para as actuações circenses. Condenados a viverem num mundo que não é o deles, agonizam bastante com os climas diferentes aos da savana, onde pertencem estar. A sua esperança média de vida é reduzida comparativamente àquela que teriam se estivessem em liberdade. O mesmo acontece com os outros felinos utilizados como meros objectos de entretenimento nos circos.

Os animais não são palhaços. Vá a circos sem animais.

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