20/02/2014

O feixe da morte


O Ivanpah Solar Electric Generating System, na Califórnia, reúne mais de 300.000 espelhos com dois metros de altura e três metros de largura. Os espelhos são controlados por computador, focalizando a luz do sol até o topo de torres com 140 metros de altura. Nelas, a água transforma-se em vapor para mover turbinas de energia.

Esta é a maior usina de energia solar do mundo, pertencente às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e à Google – a empresa multinacional de serviços online investe há algum tempo em energia limpa. A usina começou a gerar electricidade após resolver questões regulatórias e problemas jurídicos.

Todavia, os efeitos colaterais desta usina já estão a fazer-se notar: quando os cerca de 350.000 espelhos convergem para as caldeiras de água no topo das torres, um raio gigantesco de calor é originado. Este processo chega a alcançar 573 graus: qualquer ave que passe por esses feixes de luz é carbonizada.

No entanto, a Comissão de Energia da Califórnia afirma que a perda da vida selvagem e outros problemas ambientais gerados são aceitáveis, já que os benefícios do projecto sobrepõe esses impactos. De acordo com a mesma fonte, a usina produzirá energia eléctrica suficiente para 140.000 lares assim que maximizar a sua capacidade, conjuntamente com uma grande redução de emissão de carbono. Contudo, os ambientalistas apontam para a pouca clareza desses benefícios e os biólogos referem que as aves podem estar a confundir o mar de espelhos com um lago, atraindo-os para uma miragem que acaba por ser-lhes fatal.


Fonte da notícia: Info Abril.
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