06/03/2014

Cinco mitos sobre o leite de vaca*

* adaptado do artigo do Veggi e Tal.

A sua brancura não é de todo inocente. Carregado de milhões de pus e bactérias, o leite é um aliado para quem quer aumentar o nível de colesterol LDL. Apesar das investigações e das pesquisas que comprovam e salientam os seus malefícios, as grandes indústrias insistem com propagandas manipuladoras que qualificam o leite como insubstituível, mantendo os mitos que ligam-no a um estilo de vida saudável quando inserido na nossa alimentação. Veja, na lista de mitos desmantelados abaixo, a verdade sobre o leite animal.

Primeiro: precisamos de leite para obter cálcio.
O facto é que o cálcio presente no leite de vaca é muito mal absorvido pelo corpo humano. Os níveis de cálcio obtidos acabam, portanto, por ser quase nulos.

Segundo: o leite ajuda a fortalecer os ossos.
Não será coincidência a taxa crescente de osteoporose incidir precisamente nos países cujo consumo de leite é maior? Assim como o cálcio presente no leite de vaca é parcamente absorvido pelo nosso organismo, o excesso de proteínas do leite acaba precisamente por desgastar e retirar o cálcio dos nossos ossos.

Terceiro: o leite de vaca é isento de crueldade.
As empresas que lucram com a venda do leite oferecem campanhas publicitárias extremamente manipuladoras que desinformam as pessoas relativamente ao que se passa nas indústrias de produção de leite. As vacas felizes que oferecem o seu leite de bom grado para bebermos é uma autêntica mentira que está longe do panorama real. As vacas são severamente violadas artificialmente para engravidarem quase incessantemente, com a finalidade de produzirem leite constantemente. As crias, assim que nascem, são retiradas da mãe: enclausuradas num espaço reduzido para que não possam exercitar-se, os bezerros são abatidos prematuramente para serem vendidos como carne de vitela. A sua cor branca e textura macia devem-se pela não amamentação - resultando numa anemia - e a incapacidade de mobilização, que enrijecem os seus músculos.
As vacas leiteiras são submetidas a uma rotina cruel, forçadas a dar mais leite do que o natural: com máquinas de sucção que ferem-nas regularmente, é comum o sangue misturar-se com o leite, que será previamente disfarçado através da pasteurização. O tempo de vida destes animais é, em média, até os vinte e cinco anos: todavia, o ambiente mecanicista e gerador de um profundo stress reduz para três até cinco anos, altura em que são enviadas para o abate.

Quarto: as vacas necessitam de ser ordenhadas.
Quem nunca ouviu o avô ou a avó a afirmar tamanha falácia? Este mito é, provavelmente, um dos que mais ecoa na cabeça do senso comum e um dos que é rapidamente lançado como arma de arremesso num debate argumentativo sobre este assunto. A verdade é esta e somente esta: as vacas produzem leite exclusivamente para os seus filhos. Quando não têm filhos, não dão leite: é tão simples quanto isso. Como foi explicado no terceiro mito, as vacas prisioneiras da indústria do leite são constantemente engravidadas através de inseminação artificial para que assim não parem de produzir leite. Este processo é denominado por rape rack.

Quinto: o leite de vaca é para os seres humanos.
Não será minimamente estranho e incoerente sermos os únicos animais a beber o leite de outros animais diferentes da nossa espécie?
O leite de vaca é essencial - para os filhotes da vaca. Tal e qual como sucede-se com todos os mamíferos deste planeta, os bezerros são amamentados e, quando crescem, não alimentam-se mais de leite. Nós teimamos em ser os únicos a beber leite fora da idade e proveniente de outros animais.
O leite de vaca, como foi referido no segundo mito, por ter muito mais proteínas do que aquelas que necessitamos acaba por ser um risco para a nossa saúde.

O leite de origem animal não foi produzido para nós e sim para as crias dos animais que produzem-no. Leia mais artigos relacionados com o leite de vaca e incentive-se para deixar de consumir produtos derivados. Faça bem à sua saúde e à dos animais.


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