09/04/2015

Adoptar, cuidar, amar


Todos nós sabemos da triste realidade que abate-se sobre os animais no nosso país: apesar da nova Lei que promete mais protecção contra o abandono e os maus tratos, todos os anos milhares de cães e gatos continuam a ser descartados como objectos fora do prazo de validade. Só em 2013 registou-se o número alarmante de trinta mil animais vítimas de abandono: muitos encontram a morte nos canis camarários e outros acabam por sucumbir à fome ou ceifados por um atropelamento. Para completar o problema, são poucos os animais que acabam por ser adoptados – o que provoca uma sobrelotação nas Associações e nos canis municipais.

Adoptar um animal é salvar uma vida – mas para salvar uma vida é imprescindível reflectir bastante sobre o assunto.

Se:

Possui as instalações adequadas à permanência de um animal;
Possui o tempo necessário para dedicar-se ao animal e às suas necessidades;
Possui meios financeiros favoráveis à provisão de alimentação e cuidados veterinários ao animal;
Possui o nível de interesse necessário para assegurar um compromisso a longo prazo para com o animal,

e encontra-se genuinamente interessado em acolher no seu lar um novo membro que tornar-se-á parte da sua família, siga em frente e adopte com o coração.

No entanto:

Se somente considera a adopção de um animal porque o seu filho quer um e, deste modo, evitará uma birra descomunal;
Se as férias prometem tornar-se num obstáculo para continuar a cuidar do animal;
Se quer um animal só porque é bonito e fofinho;
Se o crescimento do animal levá-lo-á à conclusão que não pode tê-lo mais em casa,

é melhor ponderar mais um bocado e, caso as questões acima permanecerem inflexíveis, é preferível não adoptar.

Os animais não são matéria inanimada: a responsabilidade humana perante um animal exige que, acima de tudo, tenha-se consciência de que estamos a lidar com um ser vivo que sente fome, sede, frio, calor, alegria, dor, angústia e felicidade. Adoptar é um compromisso para toda a vida: ofereça o seu amor e receba mais amor de volta.

A plataforma Adopta-nos disponibiliza uma lista de cães e gatos que estão à espera de alguém que dê-lhes esse amor que foi-lhes severamente retirado. Vá ao site ou à página de Facebook e conecte-se àquele que será um companheiro durante uma longa jornada.

Algumas Associações possuem números solidários para obterem uma pequena ajuda com os gastos derivados na manutenção e na satisfação básica e essencial dos animais. Clique aqui e alimente um animal com uma chamada amiga.

Veja também a lista dos estabelecimentos turísticos que permitem animais aqui.

Identificar devidamente os animais contribui para que uma tragédia não aconteça em caso de fuga ou de perda. Para além da identificação electrónica ser obrigatória e muito importante (leia mais aqui), a utilização de uma medalha apropriada é aconselhada: a Encontra-me.org tem, para a sua disposição, acessórios com qualidade e durabilidade (clique para mais informação).

Esterilizar e castrar são elementos cruciais para travar o crescimento numérico de animais abandonados: imensas Associações entregam animais já esterilizados/castrados, mas outras só realizam a consumação da adopção caso o adoptante aceite esta condição. Mesmo que o animal não esteja esterilizado/castrado e a Associação não obrigue-o a tal, considere fazê-lo: vá a Esteriliza-me.org para mais informações e converse com um médico veterinário ou uma associação se estiver com dúvidas.


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