11/01/2018

Livro: A Menina dos Caracóis

Esta é a história de uma menina que adorava os animais.
Não os comia nem os maltratava.
Mas o seu amor pelos animais e o vazio que sentia no coração levou-a a querer tê-los por perto.
Começou então a levar os animais da floresta para a cidade. Mas conseguirão os animais ser felizes na cidade?

Assim que vi o livro d'A Menina dos Caracóis tive logo de o comprar. A capa é assombrosamente linda, como podem ver: adorei os olhos da menina e os caracóis na cabeça dela.
A menina é adorável e retrata muito bem a candura das crianças e como estas sentem, naturalmente, uma empatia muito forte pelos animais. Nós já fomos crianças e quase de certeza partilhámos dessa bondade e acabámos por esquecê-la ao longo do tempo: com esta menina voltamos a recordar o que em nós encontra-se adormecido e como o uso que fazemos dos animais não é tão normal como actualmente é considerado.


Apesar de ser um livro para as crianças, tem uma mensagem muito valiosa para os adultos. Na verdade, penso que os adultos têm muito mais a aprender do que as crianças em relação aos animais e ao direito que estes têm à sua liberdade, bem como da existência deles enquanto indivíduos e não abstracções. Pela sua lição muito importante, contada de forma suave, assim como os desenhos cativantes, recomendo completamente este livro. Sou apaixonadíssima pelo trabalho da Tânia e mal posso esperar para conseguir fazer uma mini-biblioteca só com os livros dela, tanto os relacionados com os direitos dos animais como os restantes.


O livro custa 12,50€ e para encomendá-lo só é preciso enviar um e-mail para brizaeditora@gmail.com .


Tânia Bailão Lopes

6 comentários:

  1. Parece-me que há qualquer coisa em comum entre esta menina e tu. E, provavelmente, não serão os caracóis =)
    Sabes, o que vale aos adultos que vão perdendo a bondade da infância é que vão ganhando consciência. Isso permite-lhes olhar para os animais com respeito. Nem tudo é mau ;)

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    1. Por acaso temos em comum os caracóis :D Nunca os pus na cabeça como esta menina faz, mas em pequena adorava-os e, na época da apanha do caracol, apanhava o maior número que podia e colocava-os numa caixa de cartão gigante com buracos. Soltava-os quando a apanha terminava.

      Sim, nem tudo é mau. Na verdade, para termos o mínimo de esperança devemos focar-nos antes na tomada de consciência do que na negação dela. E a esperança é muito vital para continuarmos a semear essa consciência.

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    2. Pronto, cá está um exemplo da bondade de uma criança. Fazer o que fazias é revelador de uma bondade extrema que transportaste para a idade adulta ;) Eu limitava-me a olhá-los com curiosidade enquanto eles me devolviam o olhar curioso e pensava no quão indefesos eram.
      Sim, e, felizmente, vão sendo cada vez mais os que vão percebendo que é imperativo deixar de sacrificar animais para satisfação das necessidades alimentares humanas. Não será no nosso tempo de vida, mas lá virá o tempo em que o ser humano será dotado da compaixão necessária para deixar de explorar e comer animais. E para isso acontecer são muito importantes as experiências de vida como a que tens ;)

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    3. A curiosidade infantil também é apanágio de uma consciência que está a ser construída. Só o facto de pensares como eles eram indefesos deu-te, mesmo que sub-conscientemente, a ideia de que eles precisam de ser por nós protegidos. Vê como agora pensas e ages :) Se não tivesses tido essa curiosidade, provavelmente não terias pensado muito neste assunto.
      A compaixão é importante, mas mais essencial é a noção de justiça: pois, há quem não sinta nada por animais, nem mesmo curiosidade, e a justiça reitera como não são os nossos juízos e virtudes a definir como devemos de agir para com os outros. Que um dia as pessoas, que sobrepõem as suas vontades à vida, compreendam isso.

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  2. A capa é super amoroso, está na minha lista de desejos!!

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