13/06/2018

Maternidade vegana com a Joana Silva 💛 Just Natural Please


Com o crescimento do veganismo, cada vez há mais pais que transmitem aos seus filhos os valores deste princípio de não-violência. No entanto, é algo que continua a não ser bem aceite, principalmente pela alimentação estar fortemente envolvida. Os costumes especistas, com os quais ensinamos as crianças a ver a exploração animal como necessária e inofensiva, também colocam barreiras.
Precisamente por isso, é importante romper essas barreiras e mostrar o que está para além do estereótipo pejorativo do veganismo – e não há melhor forma de o fazer através das experiências pessoais de famílias veganas.
A Joana Silva é a autora do Just Natural Please, um blogue no qual partilha as suas paixões – incluindo o veganismo, a alimentação saudável e, actualmente, a parentalidade. É a mãe babada do risonho João Diogo e um sólido testemunho de que é possível, acessível e saudável criar crianças mais compassivas.



Fala um bocadinho de ti e do teu projecto.

Eu sou a Joana, tenho 32 anos, sou mãe do um menino vegano de 20 meses, sou autora do blogue Just Natural Please e criadora da Just Granola Shop. O Just Natural Please nasceu como resultado da minha decisão e necessidade de procurar uma vida mais simples e mais alinhada com os meus valores e paixões. Sou doutorada em Tecnologia Farmacêutica e em 2014 decidi deixar a minha carreira na investigação científica, na altura nos EUA, para regressar a Portugal e viver uma vida mais simples, serena e com propósito. Assim nasceu o meu blogue, que actualmente assenta em três pilares: a Alimentação Natural, a Vida Natural e a Parentalidade Natural. Em 2015 surge também a Just Granola Shop, o meu pequeno negócio de venda online e revenda de granolas, barritas e outros produtos biológicos e veganos.



Quando te tornaste vegana? Quais foram os motivos principais?

Eu tornei-me vegana em Agosto de 2013. Na altura não me sentia bem física e emocionalmente. Tinha vários pequenos problemas de saúde como enxaquecas frequentes, dores de barriga, ansiedade, mãos trémulas, colesterol e tensão elevados. A alimentação saudável sempre foi um tema que me interessou mas eu via-la muito na perspectiva da perda de peso, da restrição calórica, da restrição de hidratos de carbono e excesso de proteína animal, convencida de que isso era fazer uma alimentação saudável. Numa das minhas pesquisas na net por receitas saudáveis deparei-me com uma receita de cupcakes crudívoros veganos e fiquei curiosa com estas duas palavras, “crudívoro” e “vegano”, pois não sabia o que significavam ao certo. Então passei esse dia inteiro a ler sobre o assunto e fiquei fascinada com a informação que encontrei sobre este estilo de vida. Tudo fazia sentido para mim e decidi experimentar. Mudei naquele dia. Como me senti imediatamente muito melhor e comecei a envolver-me também nas questões éticas do veganismo, a mudança ficou.



Como foi a tua alimentação durante a gravidez?

Foi muito semelhante à que já fazia antes de estar grávida. Tirando aquelas semanas iniciais dos enjoos, em que só conseguia comer pão torrado com abacate e pouco mais, fiz a alimentação que já fazia anteriormente, com muita fruta, vegetais, leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Nessa altura eu comia maioritariamente comida crua durante o dia e comida cozinhada à noite, pois era assim que me sentia bem. Escrevi um post a descrever um dia típico de refeições durante a minha gravidez que pode ser lido aqui. Tentei seguir o meu apetite natural. Tirando a fase dos enjoos, nunca tive azia nem dificuldade em me alimentar na restante gravidez, por isso foi tranquilo e natural nesse aspecto.


Arte de Catie Atkinson


Os gatos continuam a ser associados à toxoplasmose, sendo que és a orgulhosa tutora de uma lindíssima gata. Que mensagem queres deixar às gestantes sobre este assunto e que cuidados tiveste?

Eu não era imune à toxoplasmose e por isso durante toda a gravidez tive alguns cuidados por precaução. Tive cuidado com as lavagens das frutas e vegetais crus e não os comia fora de casa. A forma como a lavagem é feita é um tema controverso e até variável de país para país. Por exemplo, nos EUA recomendam que se lave apenas com água corrente e não se usem produtos. Aqui em Portugal, o meu médico recomendou-me usar uma gota de lixívia e eu optei por usar Amokina (basicamente é a mesma coisa, mas sem os perfumes ou desinfectantes). Há quem fale em usar bicarbonato de sódio ou vinagre de cidra mas não estou segura que seja suficiente. Eu não levava esta questão muito a sério até ter conhecimento de uma grávida, minha conhecida, que mesmo tendo todos os cuidados positivou para a toxoplasmose por volta dos sete meses. Foi um susto e felizmente não teve consequências para o bebé, mas serviu-me de alerta de que há coisas que mais vale prevenir de forma sensata. Há muita coisa em que prefiro a abordagem natural, mas neste caso preferi a abordagem convencional pois não achei sensato correr riscos desnecessários e porque não via grande desvantagem em usar um pouco de Amokina/lixívia bastante diluída e enxaguar bem depois.
Em relação ao contacto com a minha gata, mantive o mesmo tipo de interacção que já tinha e continuámos a dormir em conchinha como antes. Ela é uma gata de casa e se eu nunca tive contacto com toxoplasmose é muito pouco provável que ela esteja infectada. Ainda assim, foi sempre o homem da casa a tratar da caixa de areia da gata porque é nas fezes que podem estar o esporos deste parasita.



Escolheste o baby led weaning como introdução alimentar para o João Diogo. Do que se trata?

Tenho escrito sobre isso no meu blogue e por isso transcrevo aqui um excerto deste meu artigo. O Baby Led Weaning (em português poderá traduzir-se para “O bebé guia o desmame”) é uma forma de introduzir a alimentação complementar do bebé baseada na partilha e nas refeições em família. O bebé come ao mesmo tempo que a família e come alguns (ou mesmo todos) os alimentos que a família está a comer. Os alimentos que a família está a comer na refeição são apresentados ao bebé, sejam eles crus ou cozinhados, em pedaços que o bebé possa agarrar e levar à boca (para começar), se assim entender. Quando o bebé conseguir usar talheres passará a utilizá-los e com isto passará a comer comidas que necessitam de talheres (como a sopa, por exemplo).
Esta forma de introduzir a alimentação complementar no bebé é uma alternativa ao método convencional de dar apenas papas e sopas, em que tudo é passado e dado ao bebé à colher por um adulto. Desta forma, o bebé tem uma posição participativa na sua alimentação e decide o que quer, quanto quer e quando quer comer. É importante confiar no apetite do bebé e no seu nível de satisfação. Basicamente, é trazer para a alimentação a abordagem que já tenho com a restante educação do João Diogo: vê-lo como um indivíduo digno de respeito, cujas vontades, emoções, frustrações e necessidades são válidas e acolhidas.
Também é possível alimentar um bebé à colher de forma respeitadora da sua vontade, mas se damos apenas alimentos passados estamos a privá-lo da experiência sensorial do contacto com os alimentos reais e estamos também a perder a janela de oportunidade do desenvolvimento da mastigação, que termina aos 10 meses.

Escrevi também um artigo sobre a nossa experiência com o BLW após 7 meses, que pode ser lido aqui. Tem sido uma experiência muito interessante e enriquecedora, sobretudo para mim enquanto mãe que quer respeitar as necessidades do seu bebé. Ressalvo apenas que esta é a nossa experiência que se adequa ao nosso estilo de vida, que estou em casa com ele e posso amamentar em livre demanda, mas que compreendo que não se adeqúe (pelo menos em exclusivo) a todas as famílias pelas mais variadíssimas razões (nem que seja pelo motivo de não conseguir lidar com a sujeira, que pode ser muita...).



A maioria dos produtos para os cuidados do bebé são testados em animais. Quais são os produtos cruelty-free que usas e recomendas?

Os produtos que utilizo no JD são muito básicos: um bálsamo para muda da fralda, um champô e um creme hidratante. O bálsamo que usamos para a muda da fralda começou por ser este, [da Odylique]  suavizante à base de manteiga de karité e camomila que é maravilhoso, mas como esteve esgotado uns tempos acabámos por mudar para este bálsamo regenerador da Miristica Biocosmética Vegana, que adoramos igualmente, e temo-nos mantido com ele já que é português, produzido de forma artesanal e em embalagem mais ecológica que o anterior. Contém na sua constituição azeite, manteiga de karité, camomila, alfazema e calêndula e cheira muito bem graças aos óleos essenciais. Nós usamos toalhitas de pano embebidas em água em casa e WaterWipes fora de casa. Usamos fraldas de pano alternadas com fraldas descartáveis à noite e para saídas longas. O champô e o hidratante utilizamos da marca Urtekram para bebé, sem perfumes, com ingredientes biológicos e formulações muito minimalistas e naturais e, claro, cruelty-free.


Arte de Lynda Bell


E se o teu filho futuramente quiser comer carne? é uma das perguntas que os pais veganos mais ouvem. Qual é o teu parecer perante tal?

Esta é de facto uma pergunta muito frequente e a meu ver totalmente válida, pois a maioria das pessoas nunca parou para reflectir sobre as escolhas que faz para os seus filhos e segue o que é culturalmente aceite e acredito que façam esta pergunta por desconhecimento, por curiosidade e sem más intenções. Eu escrevi um artigo sobre esta questão para um outro blogue que pode ser lido aqui. Penso que tudo se resuma a, como em qualquer família, usar o nosso conhecimento para fazer as melhores escolhas para o nosso filho e transmitir-lhe os nossos princípios, valores e crenças. Fazemo-lo da mesma forma que uma família que come carne, por questões culturais ou porque acredita que é benéfica, coloca carne na mesa sem questionar se o seu filho a quer comer.

Respondendo à questão “se ele quiser comer carne” acredito que, crescendo conhecedor da verdade e crescendo num ambiente respeitador dos animais, o JD não irá querer comer produtos de origem animal. Isto é o que geralmente acontece nas famílias veganas – os filhos não mostram qualquer curiosidade por carne e cedo aprendem a perguntar se determinado alimento tem produtos de origem animal para saberem se o querem ou não comer. Desde muito cedo, começam a relacionar o facto de gostarem de animais com a ideologia de não lhes querer causar sofrimento e, consequentemente, não os querer comer. Mas se acontecer, e dependendo da sua idade e nível de maturidade, farei os meus possíveis para compreender porque o quer fazer. E se perceber que ele está consciente da sua decisão e que compreende todos os factos e consequências naturais dessa escolha, então nada poderei fazer. Costumo comparar a uma criança que pede aos pais para fumar. Penso que nenhum pai deixará o seu filho (criança imatura) fumar só porque pediu. Qualquer pai ou mãe, perante tal pedido de um filho, procurará perceber os motivos da criança e tentará aconselhá-la de acordo com as suas crenças e valores. Tentará o seu melhor para a informar dos malefícios do tabaco e tentará dissuadi-la. Se a criança não tiver uma relação de confiança bem estabelecida com os pais e consigo própria (aspectos que nós procuramos desenvolver todos os dias), provavelmente irá fumar mesmo às escondidas destes.

Naturalmente estamos a atravessar uma fase em que o JD é muito pequeno para fazer este tipo de escolhas e poderá apontar para um pedaço de carne ou outro alimento contendo ingredientes de origem animal demonstrando vontade de o comer, seja por imitação, por curiosidade ou por fome. Nesta fase sentimos que temos o dever de o proteger do seu desconhecimento e tomar decisões por ele. Isto implica muitas vezes um trabalho extra da nossa parte, como levar comida vegana para festas de anos para partilhar ou ter sempre snacks à mão de forma a distraí-lo se aponta para um determinado alimento não vegano e pede para o comer.



Que valores transmites ao João Diogo relativamente aos animais e aos seus direitos? Como ele reage?

Eu tento transmitir ao João Diogo que todos os animais, desde o mais ínfimo insecto aos animais maiores e domésticos, são seres dignos do nosso respeito. Claro que na idade dele isso traduz-se numa linguagem muito simples como “não pises, é amiga” quando ele observa as formigas em carreirinho no chão e as tenta pisar ou esmagar com o dedo para ver o que acontece. Ou também “é o cão, é amigo mas está zangado” quando ele vê o cão de um vizinho que lhe ladra ferozmente. Tento não usar a expressão é mau para descrever este tipo de situações, pois não quero que ele adquira esta percepção errada de que se um animal, ou mesmo uma pessoa, se manifestam de uma forma mais efusiva são maus  são apenas emoções e não qualidades desse animal ou pessoa. Tento também que ele observe os animais de forma atenta e compreenda por si que são seres vivos fascinantes. Isto consiste em mostrar entusiasmo na observação de moscas ou aranhas que aparecem na nossa casa, por exemplo, ou os pombos que avistamos da nossa janela. E ele adora observá-los! Tento mostrar também que os animais têm necessidades como nós: por exemplo, que se alimentam (ele adora dar comida à nossa gata e folhas de couve às galinhas da avó), que dormem, que alguns precisam de casa e outros vivem na rua, etc. Penso que assim será mais fácil para ele, no futuro, fazer a sua própria conexão de que os animais são seres vivos como nós e não coisas para comer. Na realidade, eu acho que eles nascem com esse instinto, que acaba por ser deturpado por questões culturais nas famílias ditas convencionais.



Partilha uma das receitas preferidas do João Diogo.

Bom, a receita preferida do João Diogo parece continuar a ser a maminha da mãe 😊. Ele não é uma criança de comer muito, embora tenhas alguns dias excepcionais em que parece querer devorar o mundo. Mas na grande maioria dos dias, ele petisca aqui e ali e parece ser o suficiente (ele sabe e eu confio). Ainda assim, há alimentos que ele gosta mais que outros. Adora iogurte de soja caseiro, pão com abacate esmagado, massa e cogumelos salteados. Mas também come muito bem estas bolachas de alfarroba que partilhei no meu blogue aqui. ■


Receita das bolachas de alfarroba

Serve: 18 bolachinhas
Tempo de Preparação: 5 minutos preparação + 12 minutos confecção
Custo: aprox. 2,90 €
Informação Nutricional (por bolacha): 64 Kcal, 1,7 g proteína, 9,4 g hidratos de carbono dos quais 5,3 g açúcares, 2,7 g lípidos, 1,6 g fibra
Idade: +8 meses*

*todos os ingredientes destas bolachas são permitidos a partir dos 6 meses mas pela textura recomendo que sejam oferecidas ao bebé depois deste ter já algum controlo da mastigação e deglutição


Ingredientes:
¾ chávena (70 g) de flocos de aveia (ou de outro cereal)
½ chávena (80 g) de amêndoas com pele moídas em farinha
5 tâmaras Medjool (75 g)
½ banana madura
1 colher de sopa de farinha de alfarroba
1 colher de sopa de sementes de sésamo*

*podem ser substituídas por outras sementes como sementes de linhaça, sementes de cânhamo descascadas, sementes de girassol ou de abóbora

Preparação:
1. Pré-aquecer o forno a 180 ºC e preparar um tabuleiro forrado a papel vegetal.
2. Colocar as amêndoas num processador e processar até obter uma farinha fina. Certifique-se de que não ficam quaisquer pedaços que possam causar engasgamento.
3. Adicionar os restantes ingredientes e processar até obter uma pasta homogénea.
4. Moldar as bolachas formando bolinhas usando cerca de ½ colher de sopa da massa e achatando com a ponta dos dedos sobre o tabuleiro.
5. Levar ao forno durante cerca de 12 minutos ou até ganharem cor. Transferir para uma rede de arrefecimento e guardar num frasco hermético à temperatura ambiente durante 2 dias ou no frigorífico durante uma semana.

9 comentários:

  1. Adorei!
    O respeito pelos animais ficou bastante explícito e acho que mais pessoas deviam refletir sobre este tópico. Veganos ou não, todos vivemos no mesmo planeta que sofre as consequências da indústria pecuária e de tudo o resto.
    Cada vez mais a consciencialização se torna crucial :)

    Um beijinho,
    MESSY GAZING

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  2. Estes testemunhos, de facto, permitem-nos ter um conhecimento muito mais aprofundado de certas questões, até porque ajudam a quebrar algumas ideias pré-concebidas - que nem sempre correspondem à verdade.
    Não conhecia a Joana, mas adorei esta entrevista!

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  3. Eu não penso em ser vegana, mas tenho trabalhado bastante pra me alimentar mais conscientemente. Acho muito legal que consegue ter esse tipo de filosofia e ainda passar para frente. Tenha um ótimo dia, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    www.paisagemdejanela.com

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  4. Que entrevista linda. Vou já conhecer o blog da Joana! Também acredito que uma maternidade (e uma infância) vegana é totalmente possível. Que exemplo bonito.

    Não Me Mande Flores

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  5. Pois eu não sou vegana e nem posso ser nem que o quisesse, Tenho restrições alimentares e a única coisa que posso comer é batata e arroz, peixe e carne de peru ou frango, maçãs e bananas mais nada||| Dou graças a Deus por poder comer estes animais. senão já teria morrido. Que se lute contra a violência animal concordo, agora temos de aceitar e não nos culpabilizarmos por comer animais, é assim desde tempos ancestrais. Chama-se sobrevivência. Eu sei que agora há outros alimentos e que podemos moderar o consumo animal, o planeta agradece. Mas eu não posso. aceito e respeito quem tem uma opinião diferente.
    Os políticos gostam muito que os eleitores se distraiam com estas questões e vão fazendo as suas jogatanas para nos irem tirando direitos aplicando impostos e, nós distraídos com os direitos dos animais. Qualquer dia a besta somos nós!!!
    xoxo

    marisasclosetblog.com

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    1. Não percebi o que os políticos têm a ver com esta publicação. Também não percebi onde estamos distraídos com os direitos dos animais, até porque temos a capacidade de pensar em muita coisa, mas tudo bem. Quanto às suas restrições alimentares, não tenho voz no assunto porque nutrição não é a minha especialidade, mas de certeza que um nutricionista saberia guiá-la para ter uma dieta mais variada, até porque só esses alimentos que referiu não possuem todos os nutrientes necessários.
      Podia ser politicamente correcta e dizer que sim, que temos de aceitar que se comam animais, mas assim como não aceito outros tipos de violência também não aceito a violência contra animais e, consequentemente, a sua exploração. Quase ninguém aceita que humanos façam mal a humanos, mas quando o assunto são certos animais ninguém pode defendê-los porque já se está a desrespeitar.
      Nos tempos ancestrais de facto era uma questão de sobrevivência, mas já não vivemos nesses tempos e a sociedade evoluiu visivelmente, pelo que essa comparação nem faz sentido. Estamos bem longe de viver como se vivia nessa altura.
      Isto não é uma questão de opinião: fazer mal a um terceiro não é juízo de valor nem escolha pessoal.

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    2. Olá
      Para que não fiques com uma ideia errada sobre mim eu digo te que ando nas seguintes consultas: nutrição, gastro, medicina interna, nefrologia, cardiologia, dermatologia e ainda não descobriram o meu problema só sei que só posso comer aquilo que mencionei e para conseguir comer aquilo ainda tpmo medicação. Mas como percebi que não entendeste a parte dos políticos, fiz um post dedicado a este comentário no meu blog, To be or not to be vegan?
      Eu nunca quis dizer que eu é que tenho razão e vocês não nem o contrário.

      Xoxo

      marisasclosetblog.com

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    3. Eu percebi a parte dos políticos, mas não se enquadra de todo neste artigo. Não considero correcto escrever coisas que não têm nada a ver com a publicação que estamos a comentar, só isso. Aqui está-se a falar sobre veganismo na maternidade, não sobre política. Ademais, também não achei correcto dizer-se que estamos distraídos com os direitos dos animais enquanto os políticos nos prejudicam. Deu a entender que não nos devemos distrair com "essas coisas" porque há situações mais importantes. Penso que sabemos equilibrar as coisas e nos preocuparmos tanto com X como com Y, sem uma sobrepor-se à outra.
      Acho que aqui não há nada a debater sobre quem tem razão: fazer mal a um ser senciente, seja ele humano ou não-humano, é errado e pronto.

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